sábado, 19 de dezembro de 2009
CARTA DE UM POLICIAL AO BANDIDO
Senhor Bandido.
Esse termo de senhor que estou usando é para evitar que macule sua imagem ao lhe chamar de bandido, marginal, delinquente ou outro atributo que possa ferir sua dignidade, conforme orientações de entidades de defesa dos Direitos Humanos.
Durante vinte e quatro anos de atividade policial, tenho acompanhado suas "conquistas" quanto à preservação de seus direitos, pois os cidadãos, e especialmente nós policiais, estamos atrelados às suas vitórias, ou seja, quanto mais direito você adquire, maior é nossa obrigação de lhe dar segurança e de lhe encaminhar para um julgamento justo, apesar de muitas vezes você não dar esse direito às suas vítimas.
Todavia, não cabe a mim contrariar a lei, pois me ensinaram que o Direito Penal é a ciência que protege o criminoso, assim como o Direito do Trabalho protege o trabalhador, e assim por diante.
Questiono que hoje em dia você tem mais atenção do que muitos cidadãos e policiais. Antigamente você se escondia quando avistava um carro da polícia; hoje, você atira, porque sabe que numa troca de tiros o policial sempre será irresponsável em revidar. Não existe bala perdida, pois a mesma sempre é encontrada na arma de um policial ou pelo menos a arma dele é a primeira a ser suspeita.
Sei que você é um pobre coitado. Quando encarcerado, reclama que não possuímos dependências dignas para você se ressocializar. Porém, quero que saiba que construímos mais penitenciárias do que escolas ou espaço social, ou seja, gastamos mais dinheiro para você voltar ao seio da sociedade de forma digna do que com a segurança pública para que a sociedade possa viver com dignidade.
Quando você mantém um refém, são tantas suas exigências que deixam qualquer grevista envergonhado.
Presença de advogados, imprensa, colete à prova de balas, parentes, até juízes e promotores você consegue que saiam de seus gabinetes para protegê-los. Mas se isso é seu direito, vamos respeitá-lo.
Enfim, espero que seus direitos de marginal não se ampliem, pois nossa obrigação também aumentará.
Precisamos nos proteger. Ter nossos direitos, não de lhe matar, mas sim de viver sem medo de ser um policial.
Dois colegas de vocês morreram, assim como dois de nossos policiais sucumbiram devido ao excesso de proteção aos seus direitos. Rogo para que o inquérito policial instaurado, o qual certamente será acompanhado por um membro do Ministério Público e outro da Ordem dos Advogados do Brasil, não seja encerrado com a conclusão de que houve execução, ou melhor, violação aos Direitos Humanos, afinal, vocês morreram em pleno exercício de seus direitos.
Autor:
Wilson Ronaldo Monteiro
Delegado da Polícia Civil do Pará
Enviado por:
Abelardo Gomes da Silva Júnior
Assoc. dos Militares Bachareis em Direito
Diretor Presidente
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
mais uma covardia cometida por quem tem o preparo pra tomar conta da população
PM mata guarda civil com 17 tiros durante briga em Osasco (SP)
Folha Online
Policiais militares mataram com 17 tiros um guarda civil após ele se envolver em uma discussão em Osasco (na Grande São Paulo) na noite de sábado(13). De acordo com o comandante Gilson Mendes, da Guarda Civil de Osasco, o crime foi uma execução.
Segundo a assessoria de imprensa da PM (Polícia Militar), os policiais faziam patrulhamento na avenida Santiago Rodilha, no Jardim Veloso, por volta das 20h, quando viram dois homens brigando dentro de um bar. A PM diz que os policiais atiraram para se defenderem.
De acordo com a PM, o guarda civil teria atirado contra os policiais, que revidaram e atingiram a vítima. O guarda atirou no pé de um jovem com quem estava brigando.
Mas, a direção da guarda civil apresenta uma versão diferente para o crime. O comandante Mendes contou que Ataíde Oliva de Araújo, 53, saiu de uma festa de confraternização com a mulher e quando estavam na rua José Lodo Neto foram agredidos por quatro homens.
Para se defender, o guarda teria atirado no pé de um dos agressores, quando a polícia chegou e matou Araújo. "Foi uma grande covardia e um grande despreparo da Polícia Militar", disse o comandante da guarda civil.
Ainda de acordo com o comandante Gilson Mendes, o pai de um dos agressores tentou assaltar a casa do guarda civil há dez anos e foi morto. E o casal teria sido agredido para revidar a morte do assaltante.
"Não há princípio de legítima defesa com 17 disparos de arma de fogo calibre 40. Ele foi executado e o último tiro que ele levou foi na cabeça, enquanto estava deitado no chão", justificou Mendes.
O guarda civil foi socorrido ao pronto-socorro Santo Antônio, mas chegou morto ao local. O caso será investigado pelo 1º DP de Osasco.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
sábado, 28 de novembro de 2009
Na quinta-feira (26), por volta das 21h, a viatura 026 da Guarda Municipal estava em patrulhamento quando recebeu informações de um roubo em andamento em uma padaria, na rua José de Campos, no Jardim Morada do Sol. Ao chegar no local recebeu as descrições do fugitivo, do veículo e deu início a verificação nas imediações.
No cruzamento das ruas 71 com 88 o Fiat Pálio, azul, placas de Indaiatuba foi localizado com duas pessoas dentro. Eles foram abordados e nas buscas encontrou-se nove cartões telefônicos, um capacete vermelho, um celular, R$ 99,00 em cédulas e moedas e uma arma calibre 38.
Eles foram reconhecidos pela vitima e encaminhados para a Delegacia Central onde foram presos em flagrante. Os objetos ficaram apreendidos. Houve apoio de outras quatro viaturas para os trabalhos.
Uma outra vítima reconheceu os rapazes por um assalto ocorrido dias antes em um posto de gasolina, na avenida Engenheiro Fábio Roberto Barnabé. Outras quatro vítimas já reconheceram os dois.
Automóvel localizado
Também no dia 26, a GM localizou uma Fiorino abandonada na rua Martinho Lutero, no Jardim Morada do Sol, às 23h55. Ela havia sido produto de roubo à residência e vários objetos tinham sido transportados no veículo. Eles não foram localizados. A ocorrência foi apresentada na DP Central.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
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